Em 1850, na Itália, Filippo, para se livrar da tempestade que chegou inesperadamente sem avisar, entrou na casa de chá de seu Lorenço para se abrigar. Aquele ambiente luxuoso era frequentado pela fidalguia da sociedade local. Esta foi a primeira vez que o rapaz entrou naquele ambiente fino e ostensivo. Ao adentrar no salão, viu de longe uma jovem sentada sozinha em uma mesa. Filippo ficou na porta, pois era muito humilde e não se sentia à vontade em ficar no meio de pessoas tão distintos e elegantes. O rapaz olhou para a mesa onde aquela jovem elegante e fina estava tomando chá com biscoito e sentiu que ela correspondia ao seu olhar. Passou a sentir algo confuso e perturbador, pois tinha a impressão de conhecê-la de algum lugar. Quanto mais olhava para ela, mais tinha pressentimento de que a jovem não era desconhecida. A cada olhar, vinha em sua mente uma lembrança de que havia tido um romance, uma admiração e um sentimento de proteção por ela. Os olhos de ambos brindaram de emoção e, naquele milésimo de segundo que mais parecia uma eternidade, sentiu uma forte atração por ela. Achava que estava louco, pois, como isso seria possível se acabara de conhecê-la?
Nesse momento, a chuva deu uma trégua, deixando com ele uma enxurrada de perguntas que não sabia responder: “Quem era essa mulher? Por que sinto que tive uma vida amorosa com ela? Por que nossos olhares brindaram de emoção quando nos vimos? Por que tive um sentimento de proteção por ela?”. A moça saiu, pois, na porta, havia uma luxuosa carruagem a sua espera. Ela foi embora, deixando o jovem perturbado, cheio de dúvidas e sem saber quem é ele, onde mora e por que lhe trouxe lembranças que não viveu.
Ficou confuso e sem a menor chance de desvendar esse mistério.
Os Corpos se vão… mas o Amor Fica
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Peso | 329 g |
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Dimensões | 21,00 × 14,00 × 2,00 cm |
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